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Chargeback: o que é, por que acontece e como evitar na loja virtual

Chargeback é a contestação de uma compra no cartão. Veja por que acontece, como identificar pedidos suspeitos, como prevenir e quais provas usar para contestar.

Equipe UnaShop

· 11 min de leitura

Neste artigo
  1. 1.O que é chargeback e como ele funciona
  2. 2.Tipos de chargeback
  3. 3.Quanto custa um chargeback para a loja
  4. 4.Sinais de pedido suspeito
  5. 5.Como evitar chargeback na loja virtual
  6. 6.Como contestar um chargeback: provas que ajudam
  7. 7.Como a UnaShop ajuda a lidar com contestações
  8. 8.Checklist para evitar chargeback

Chargeback é a contestação de uma compra no cartão feita pelo titular ao banco que emitiu o cartão. Se a contestação for aceita, o valor volta para o cliente e sai da loja, que muitas vezes já enviou o produto. Ele acontece por fraude, por desacordo comercial (produto não entregue ou diferente do anunciado) ou por erro no processamento da cobrança.

A seguir você entende como o chargeback funciona do começo ao fim, conhece os tipos, aprende a reconhecer um pedido suspeito, vê o que fazer para prevenir e quais provas reunir para contestar. No fim, um checklist para usar no dia a dia da loja.

O que é chargeback e como ele funciona

No cartão, quem decide se a cobrança fica ou volta é o banco emissor, seguindo as regras da bandeira. Quando o titular diz que não reconhece a compra ou que teve um problema com ela, o banco abre a disputa, e o aviso percorre a cadeia de pagamento até chegar ao intermediador da loja. Enquanto o caso é analisado, o valor contestado pode ser retido ou debitado da sua conta.

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    O cliente contesta

    Ele procura o banco pelo aplicativo ou pela central de atendimento e informa o motivo da contestação.

  2. 2

    O banco abre a disputa

    O banco emissor registra o chargeback com um código de motivo, conforme as regras da bandeira.

  3. 3

    A loja é avisada

    O intermediador informa a contestação e, em geral, segura o valor em disputa.

  4. 4

    A loja apresenta a defesa

    Dentro do prazo indicado pelo intermediador, você envia as provas de que a venda foi legítima e entregue.

  5. 5

    O banco decide

    Se aceitar a defesa, o valor volta para a loja. Se não aceitar, o dinheiro fica com o cliente.

Os prazos e as regras variam conforme a bandeira, o motivo e o intermediador. Por isso, a regra de ouro é responder rápido e com documentos, sem deixar o prazo correr.

Chargeback, estorno e cancelamento: qual a diferença

  • Cancelamento: a compra é desfeita antes de o pagamento ser concluído ou antes do envio, por decisão da loja ou do cliente.
  • Estorno: a própria loja devolve o valor ao cliente, por exemplo numa desistência ou numa troca que virou devolução.
  • Chargeback: o cliente pede a devolução direto ao banco, sem passar pela loja, e o banco desfaz a cobrança se a contestação for aceita.

Muitas contestações começam com um cliente que não conseguiu resolver o problema com a loja. Atendimento rápido e uma política de troca clara evitam que a pessoa vá direto ao banco. Veja como montar a sua em política de troca e devolução.

Tipos de chargeback

Fraude

Alguém usa um cartão clonado ou roubado para comprar. O verdadeiro titular vê a cobrança na fatura e contesta. É o tipo que mais assusta, porque a loja perde o produto, o frete e o valor da venda.

Autofraude

O próprio titular compra, recebe e depois diz que não reconhece a compra. Também é chamada de fraude amigável. Às vezes é má-fé; outras vezes, a pessoa não reconhece o nome que aparece na fatura ou esqueceu que um familiar usou o cartão.

Desacordo comercial

O cliente reconhece a compra, mas diz que houve um problema: o produto não chegou, chegou com defeito, é diferente do anunciado ou a devolução combinada não foi reembolsada.

Erro de processamento

Cobrança em duplicidade, valor diferente do combinado ou cobrança depois de um cancelamento. Aqui a origem é uma falha operacional, e o melhor caminho é estornar logo, antes que o cliente procure o banco.

Fotografar o pedido embalado e guardar o comprovante de postagem ajuda a provar que o produto certo foi enviado.
Fotografar o pedido embalado e guardar o comprovante de postagem ajuda a provar que o produto certo foi enviado.

Quanto custa um chargeback para a loja

O prejuízo vai além do valor da venda. Suponha um pedido de R$ 300 de um produto que custou R$ 120 para a loja, com R$ 25 de frete pago por ela. Se a contestação for aceita, os R$ 300 voltam ao cliente e a loja fica sem o produto e sem o frete: são R$ 145 de prejuízo, fora o tempo gasto. Se cada venda parecida deixa R$ 60 de lucro, são necessárias mais de duas vendas só para cobrir esse buraco.

Além disso, alguns intermediadores cobram tarifa por contestação, e um volume alto de chargebacks pode levar a retenção de saldo, condições piores ou até ao encerramento da conta. As regras exatas estão no contrato do seu intermediador.

Sinais de pedido suspeito

Nenhum sinal sozinho prova fraude, mas a combinação de vários pede uma conferência antes de enviar:

  • Pedido bem acima do seu ticket médio, de cliente novo, com vários itens caros ou muitas unidades do mesmo produto.
  • Nome do comprador diferente do titular do cartão e do destinatário, sem relação aparente.
  • Endereço de entrega incompleto, genérico ou que não combina com o resto do cadastro.
  • Várias tentativas de pagamento seguidas, com cartões diferentes, até uma ser aprovada.
  • Pressa fora do comum: o cliente quer envio expresso a qualquer custo ou pede para mudar o endereço depois de pagar.
  • E-mail com sequência aleatória de letras e números ou telefone que nunca atende.
  • Vários pedidos em pouco tempo para o mesmo endereço, com compradores diferentes.

Como evitar chargeback na loja virtual

Prevenir é a melhor defesa, porque contestar dá trabalho e nem sempre dá certo. Estas são as medidas que mais ajudam.

Use o antifraude do intermediador

Os intermediadores analisam o risco de cada transação com informações que a loja não enxerga. Deixe a análise ligada, não tente contornar recusas e, quando um pedido ficar em análise, espere o resultado antes de enviar. Se o intermediador oferecer autenticação do cartão, como o 3-D Secure, avalie usar nas compras de maior valor: dependendo das regras da bandeira, ela pode reduzir a responsabilidade da loja em contestações por fraude.

Deixe o nome da loja reconhecível na fatura

Muita autofraude é só confusão: o cliente vê um nome estranho na fatura e contesta. Quando o intermediador permitir, configure um nome de fatura parecido com o nome da loja e repita esse nome no e-mail de confirmação do pedido.

Descreva bem o produto e o prazo

Fotos reais, medidas, materiais, prazo de entrega e política de troca visíveis evitam o desacordo comercial. Quanto menos surpresa na entrega, menos motivo para reclamar.

Envie com rastreio e mantenha o cliente informado

Envio com código de rastreio, e-mail de confirmação e aviso de despacho deixam o cliente tranquilo e ainda geram provas. Em produtos caros, prefira modalidades de entrega com confirmação de recebimento.

Responda rápido e resolva antes do banco

Quem recebe resposta em poucas horas raramente procura o banco. Ofereça troca, reenvio ou estorno quando o problema for da loja. Ideias para organizar esse atendimento estão em atendimento ao cliente na loja virtual.

Uma resposta rápida no WhatsApp resolve muita reclamação antes de ela virar contestação no banco.
Uma resposta rápida no WhatsApp resolve muita reclamação antes de ela virar contestação no banco.

Incentive o Pix, que não tem chargeback como o cartão

Pix e boleto não têm o mecanismo de contestação das bandeiras de cartão, por isso trazem menos risco de chargeback para a loja. No Pix, porém, existe o Mecanismo Especial de Devolução (MED), regulado pelo Banco Central, usado em casos de suspeita de fraude ou de falha operacional, que pode bloquear e devolver valores.

Oferecer um desconto para quem paga no Pix é uma forma de incentivar o meio com menos risco de contestação. Na UnaShop, esse desconto funciona com o Mercado Pago. Entenda as vantagens e os cuidados em Pix na loja virtual.

Como contestar um chargeback: provas que ajudam

Quando a contestação chega, você responde no painel do intermediador, dentro do prazo indicado. A defesa precisa mostrar que a compra foi feita pelo titular, ou com o consentimento dele, e que o produto foi entregue como anunciado. Reúna:

  • Dados do pedido: número, data, itens, valor, nome, CPF, e-mail e telefone do comprador.
  • Comprovante de entrega: código de rastreio com o status de entregue, a data e o local, e a confirmação de recebimento, se houver.
  • Nota fiscal ou declaração de conteúdo usada no envio.
  • Conversas com o cliente: e-mails e mensagens em que ele confirma dados, pergunta sobre o pedido ou comenta a entrega.
  • Página do produto: fotos, descrição, medidas e prazo, para casos de desacordo comercial.
  • Política de troca e devolução publicada na loja no dia da compra.
  • Histórico do cliente: compras anteriores pagas sem problema com o mesmo cartão ou endereço.

Passo a passo da defesa

  1. 1

    Leia o motivo da contestação

    A defesa muda conforme o motivo. Em fraude, mostre a identidade do comprador e a entrega; em desacordo, mostre que o produto era o anunciado.

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    Organize as provas na ordem dos fatos

    Comece pelo resumo do pedido e anexe os documentos na sequência: compra, pagamento, envio e entrega.

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    Escreva um texto curto e objetivo

    Explique a venda em poucas linhas, com datas, sem adjetivos e sem acusar o cliente.

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    Envie dentro do prazo

    Resposta fora do prazo costuma ser descartada sem análise.

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    Registre o resultado

    Anote o motivo, o desfecho e o que poderia ter evitado o caso, para ajustar a prevenção.

Se o cliente perceber o engano e desistir da contestação, peça que ele formalize isso com o banco. Mesmo assim, guarde todas as provas até o caso ser encerrado.

Como a UnaShop ajuda a lidar com contestações

A análise antifraude e a disputa ficam com o intermediador, que é quem processa o cartão. A UnaShop cuida para que nada passe despercebido no painel:

  • Alertas de pagamento: quando o Mercado Pago, o Stripe ou o PayPal informam um chargeback, o pedido aparece na tela de alertas, com a orientação de separar as provas de entrega e responder no intermediador.
  • Pedido atualizado no Mercado Pago: com o Mercado Pago, o pedido pago que sofre chargeback é cancelado no painel, o estoque volta e a comissão do afiliado, se houver, é revertida. No Stripe e no PayPal, o alerta avisa e você decide o que fazer.
  • Confirmação segura: o pedido só é marcado como pago depois do aviso do intermediador, com verificação de assinatura e conferência do valor.
  • Carência nas comissões: no programa de afiliados, a comissão fica pendente por um período antes do resgate, justamente para dar tempo de um estorno ou contestação aparecer.

Com Mercado Pago ou Stripe, o cliente paga sem sair da loja, e a análise de risco é feita pelo próprio intermediador. Veja as opções em checkout transparente com Pix e cartão e, para comparar intermediadores, leia gateway de pagamento: o que é.

Checklist para evitar chargeback

  • Antifraude do intermediador ligado e nenhum pedido em análise enviado antes da aprovação.
  • Nome da loja reconhecível na fatura do cartão.
  • Descrição, fotos, prazo e política de troca claros na página do produto.
  • Envio com rastreio e e-mail de confirmação para o cliente.
  • Conferência manual dos pedidos com vários sinais de risco.
  • Atendimento rápido para troca, reenvio ou estorno.
  • Provas dos pedidos de valor alto guardadas até o fim do prazo de contestação.
  • Registro de cada chargeback, com motivo e resultado.

O risco de contestação também entra na conta do preço, junto com as outras tarifas de cada venda; veja como em taxas para vender online. E, para não somar uma porcentagem da plataforma a esses custos, veja como criar a sua loja na UnaShop, com 0% de taxa sobre as vendas.

Perguntas frequentes

O que é chargeback?

É a contestação de uma compra no cartão feita pelo titular ao banco emissor. Se for aceita, o valor volta para o cliente e sai da conta da loja.

Quem paga o chargeback?

Em geral, a loja: o valor contestado é retido ou debitado pelo intermediador e, se a defesa não for aceita, não volta. As regras exatas estão no contrato do seu intermediador.

Dá para recuperar o dinheiro de um chargeback?

Sim, se a defesa for aceita. Responda no prazo, pelo painel do intermediador, com comprovante de entrega, dados do pedido e conversas com o cliente.

Como evitar chargeback por fraude?

Use o antifraude do intermediador, confira os pedidos com vários sinais de risco antes de enviar e, se a dúvida continuar, cancele e estorne.

Pix tem chargeback?

Não como no cartão. Mas existe o Mecanismo Especial de Devolução (MED), do Banco Central, usado em casos de suspeita de fraude ou de falha operacional.

A UnaShop avisa quando há chargeback?

Sim. As contestações informadas pelo Mercado Pago, pelo Stripe ou pelo PayPal aparecem nos alertas de pagamento do painel da loja.

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