Neste artigo
- 1.Quais são as formas de vender pela internet
- 2.Vender com loja virtual própria: vantagens e desvantagens
- 3.Como vender pelo Instagram, pelo WhatsApp e pelo TikTok
- 4.Vender em marketplaces vale a pena?
- 5.Como combinar os canais sem se perder
- 6.Por que a loja própria deve ser o centro
- 7.Passo a passo para começar a vender pela internet
- 8.Erros comuns de quem começa a vender online
Para vender pela internet, escolha um produto com público definido, monte um canal onde o cliente veja preço e frete e pague sozinho (de preferência uma loja virtual própria) e leve gente até ele pelas redes sociais, pelo WhatsApp e, se fizer sentido, pelos marketplaces. Os canais não competem entre si: o que funciona é combinar alguns deles, com a loja própria no centro.
A seguir você vê o que cada canal oferece, onde ele costuma travar, como juntar tudo numa rotina que cabe no dia de quem está começando e um passo a passo com a ordem certa das decisões, inclusive um exemplo de como transformar a sua meta de faturamento em pedidos por dia.
Quais são as formas de vender pela internet
Para quem vende produtos físicos no Brasil, há cinco caminhos principais. Cada um resolve uma parte do problema: alguns trazem gente, outros fecham a venda e outros ajudam a fazer o cliente voltar.
- Loja virtual própria: o seu site de vendas, com endereço, marca, carrinho e checkout seus.
- Instagram: vitrine visual e canal de relacionamento, onde muita gente descobre marcas pequenas.
- WhatsApp: conversa direta, boa para tirar dúvidas, negociar e fechar pedidos.
- Marketplaces: Mercado Livre, Shopee, Amazon e outros sites onde as pessoas já entram procurando produtos.
- TikTok: vídeos curtos que podem levar o produto a quem ainda nem segue a sua marca.
Não existe um canal certo para todo mundo. Existe a combinação certa para o seu produto, o seu tempo e o seu orçamento. Vale entender cada um antes de decidir onde colocar energia.
Vender com loja virtual própria: vantagens e desvantagens
A loja virtual própria é o seu endereço na internet, como suamarca.com.br. O cliente navega pelos produtos, calcula o frete pelo CEP, aplica um cupom e paga com Pix ou cartão sem precisar falar com ninguém. É o único canal em que você define todas as regras.
Vantagens
- A marca é sua: o cliente lembra de você, e não do site onde comprou.
- O cliente é seu: e-mail, telefone e histórico de compras ficam com você, para vender de novo.
- As regras são suas: preço, frete grátis, cupons, kits, trocas e prazo de envio.
- Margem maior: não há comissão de marketplace sobre a venda; o custo da plataforma depende de quem você escolhe.
- Vende a qualquer hora: o pedido entra de madrugada, com o pagamento já aprovado.
Desvantagens
- Não traz visitantes sozinha: alguém precisa chegar até ela pelas redes, pelo Google, por anúncios ou por indicação.
- Pede uma configuração inicial: pagamento, frete, políticas, fotos e descrições.
- A confiança é construída aos poucos: loja nova e desconhecida precisa mostrar quem está por trás dela.
Repare que as desvantagens são de esforço inicial, e as vantagens são de longo prazo. Por isso a loja própria funciona melhor como centro da operação: é para ela que os outros canais apontam.
Como vender pelo Instagram, pelo WhatsApp e pelo TikTok
As redes sociais e o WhatsApp são ótimos para atrair e conversar, mas fracos para fechar muitas vendas ao mesmo tempo. Veja o papel de cada um.
Instagram: vitrine e relacionamento
Fotos, vídeos e stories mostram o produto em uso e a pessoa por trás da loja, o que gera confiança. O ponto fraco é fechar a venda: responder preço por mensagem, um cliente de cada vez, toma tempo e perde quem queria comprar na hora. Use o Instagram para atrair e mande o público para a loja, com o link na bio e nos stories. O guia como vender pelo Instagram mostra a rotina completa.
WhatsApp: atendimento que fecha a venda
No WhatsApp você tira dúvida de tamanho, manda uma foto extra e combina a entrega. Funciona muito bem para converter quem está em dúvida, mas fica pesado quando tudo depende de você calcular frete, copiar chave Pix e conferir comprovante à mão. A saída é atender pela conversa e enviar o link do produto para o cliente pagar no checkout. Veja mais em como vender pelo WhatsApp.
TikTok: alcance para quem ainda não conhece você
No TikTok, um vídeo pode chegar a quem nunca ouviu falar da sua marca, porque a distribuição depende mais do conteúdo do que do número de seguidores. Em troca, a rede pede constância e um formato próprio: vídeo curto, com o produto em ação logo nos primeiros segundos. Produtos visuais, com demonstração ou com antes e depois, costumam se dar bem por lá. O passo a passo está em como vender no TikTok.
Vender em marketplaces vale a pena?
Marketplaces como Mercado Livre, Shopee e Amazon têm uma vantagem difícil de igualar: gente entrando para comprar o tempo todo. Para quem está começando, isso pode significar as primeiras vendas sem gastar com anúncio. Mas o preço dessa conveniência aparece em outros pontos.
- A favor: tráfego pronto, confiança do comprador na plataforma e regras de pagamento e entrega já estabelecidas.
- Contra: comissão sobre cada venda, que varia por categoria (confira a tabela de cada marketplace), concorrência de preço lado a lado e regras que podem mudar a qualquer momento.
- O ponto mais esquecido: o cliente é do marketplace. Você tem pouco espaço para criar relacionamento e vender de novo para ele.
O marketplace funciona bem como canal de alcance, desde que o preço aguente a comissão e o estoque esteja sob controle. A comparação completa, com uma estratégia para usar os dois juntos, está em loja virtual ou marketplace.
Se você já vende ou quer vender nesses canais, a integração com marketplaces da UnaShop liga os anúncios aos produtos da loja: estoque e preço saem da loja e os pedidos podem entrar no seu painel. No Mercado Livre dá para criar o anúncio pelo próprio painel; na Shopee e na Amazon, você vincula anúncios que já existem.
Como combinar os canais sem se perder
A combinação mais comum para quem está começando é simples: redes sociais para atrair, WhatsApp para conversar e loja virtual para fechar a venda e guardar o contato do cliente. O marketplace entra como canal extra quando você já tem estoque e um preço que aguenta a comissão. Pense no papel de cada um:
- Instagram e TikTok: descoberta. Mostram o produto e levam para a loja.
- WhatsApp: atendimento. Tira dúvidas e envia o link para o cliente pagar.
- Loja própria: venda e relacionamento. Checkout, frete, cupons e contato para a próxima compra.
- Marketplaces: alcance extra, com quem já procura o produto lá dentro.
- Google: quem pesquisa o nome do produto pode cair direto na página da sua loja.
O cuidado número um ao vender em vários lugares é o estoque. Se cada canal tem a própria planilha, cedo ou tarde você vende o que já acabou e precisa cancelar o pedido. Prefira um sistema em que todos os canais usem o mesmo estoque, inclusive o balcão, se você tiver loja física. Na UnaShop, a loja virtual, os anúncios vinculados dos marketplaces e o PDV da loja física trabalham com o mesmo cadastro de produtos.
Outro cuidado é não abrir cinco frentes de uma vez. Comece com a loja e um ou dois canais de divulgação em que você já tem alguma audiência. Quando a rotina estiver redonda, acrescente o próximo.
Por que a loja própria deve ser o centro
Rede social e marketplace são terreno alugado: o alcance muda com o algoritmo, as regras mudam sem aviso e uma conta pode ser suspensa. A loja própria é o único canal que continua seu aconteça o que acontecer lá fora. Três motivos práticos:
- Recompra: com o e-mail do cliente você manda novidades, lembra quem deixou o carrinho e oferece reposição, sem pagar comissão de novo.
- Margem: a venda na loja não tem comissão de marketplace. Escolhendo uma plataforma sem taxa sobre as vendas, sobra mais em cada pedido.
- Marca: quem compra no seu endereço lembra do seu nome, e não do site onde achou o produto.
Na UnaShop você paga só o plano: a plataforma não fica com nenhuma porcentagem dos pedidos, e as tarifas que existem são as do meio de pagamento, cobradas na sua própria conta. Entenda como funciona em sem taxa sobre as vendas.
Passo a passo para começar a vender pela internet
Esta é a ordem que evita retrabalho. Se você já resolveu algum passo, pule para o próximo.
- 1
Escolha o que vender e para quem
Margem, peso para o frete, recompra e concorrência pesam mais que a moda do momento. Veja os critérios em o que vender na internet.
- 2
Transforme a meta em pedidos por dia
Divida o faturamento que você quer pelo valor do pedido médio e depois pelos dias do mês. O exemplo logo abaixo mostra a conta.
- 3
Formalize quando fizer sentido
Dá para testar como pessoa física, mas vender com frequência pede CNPJ. Entenda o caminho mais comum em MEI pode vender pela internet e converse com um contador.
- 4
Monte a sua loja virtual
Plataforma, domínio, fotos, descrições e políticas. O passo a passo detalhado está no guia como criar uma loja virtual.
- 5
Ligue pagamento e frete
Pix e cartão num checkout em que o cliente paga sem sair da loja, e frete calculado pelo CEP com peso e medidas corretos de cada produto.
- 6
Escolha um ou dois canais de divulgação
Comece onde você já tem público. Coloque o link da loja na bio, nos stories e no status do WhatsApp.
- 7
Venda primeiro para quem já conhece você
Amigos, clientes antigos e seguidores são os primeiros compradores e os que dão o retorno mais sincero sobre preço, fotos e entrega.
- 8
Meça e ajuste todo mês
Acompanhe de onde vêm as visitas, quantas viram pedido e quanto sobra por venda em cada canal. Corte o que não dá resultado e reforce o que dá.
Exemplo: da meta de faturamento aos pedidos por dia
Suponha que você faça sabonetes artesanais, venda cada um por R$ 25 e queira faturar R$ 3.000 por mês. São 3.000 ÷ 25 = 120 sabonetes por mês, ou 4 por dia num mês de 30 dias. Agora suponha que você crie um kit com dois sabonetes e que o pedido médio suba para R$ 50: a mesma meta pede 3.000 ÷ 50 = 60 pedidos, ou 2 por dia.
Essa conta muda a sua estratégia. Dois pedidos por dia é uma meta que cabe em um ou dois canais bem cuidados, e aumentar o valor de cada pedido com kits pode ser mais fácil do que dobrar o número de clientes. Lembre que faturamento não é lucro: depois da meta, confira quanto sobra de cada venda depois de custo, taxas, frete e impostos.
Erros comuns de quem começa a vender online
- Abrir perfil em todas as redes e marketplaces ao mesmo tempo e não dar conta de nenhum.
- Formar o preço sem colocar na conta a taxa do meio de pagamento, o frete grátis e os impostos.
- Responder “chama no direct” para preço e frete, em vez de mostrar tudo na página do produto.
- Controlar o estoque de cada canal numa planilha diferente.
- Não guardar o contato de quem já comprou e depender só do alcance das redes.
- Desistir no primeiro mês. Venda online é constância: conteúdo, atendimento e ajustes semana após semana.
Se você quer começar com a loja própria no centro, a UnaShop reúne loja virtual, Pix e cartão, frete com etiqueta, catálogo para as redes e integração com marketplaces num plano só, usado hoje por mais de 350 lojas ativas. Você pode criar a sua loja e, na assinatura mensal ou anual, usar 7 dias de teste antes da primeira cobrança.
Perguntas frequentes
Qual a melhor forma de vender pela internet?
Para a maioria dos negócios, uma loja virtual própria no centro, com Instagram, TikTok ou WhatsApp para atrair e atender e, se o preço aguentar a comissão, marketplaces como canal extra.
Dá para vender pela internet sem ter loja virtual?
Dá, pelo Instagram, pelo WhatsApp ou em marketplaces. O problema aparece quando as vendas crescem: atender tudo por mensagem toma tempo e, no marketplace, o cliente não fica com você.
Preciso de CNPJ para vender pela internet?
Para testar, não. Para vender com frequência, a formalização é o recomendado, e o MEI costuma ser o caminho mais simples quando a atividade e o faturamento se encaixam nas regras. Confirme o seu caso com um contador.
Como vender pela internet sem gastar com anúncios?
Comece pelo público que você já tem: seguidores, clientes antigos e contatos do WhatsApp. Conteúdo constante no Instagram e no TikTok e produtos bem descritos para aparecer no Google também trazem visitas sem anúncio.
É possível vender em vários canais com um estoque só?
Sim, desde que a plataforma centralize o estoque. Na UnaShop, a loja virtual, o PDV e os anúncios vinculados do Mercado Livre, da Shopee e da Amazon usam o mesmo cadastro de produtos.
