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Para decidir o que vender na internet, troque a lista de produtos da moda por critérios. Um bom produto para vender online tem margem que aguenta taxas e frete, é leve e resistente para enviar, tem recompra ou um público fiel, enfrenta uma concorrência que você consegue vencer, é de um assunto que você entende e tem um fornecedor confiável ou produção própria.
Abaixo você encontra cada critério explicado, um exemplo com contas comparando dois produtos, ideias por segmento e quatro jeitos baratos de descobrir se alguém quer comprar antes de gastar com estoque.
Como escolher o que vender: 6 critérios que importam
Use os critérios como uma peneira. Nenhum produto vai ser perfeito em todos, mas um produto fraco em três ou mais deles costuma dar dor de cabeça logo nos primeiros meses.
Margem: quanto sobra depois de tudo
Do preço de venda ainda saem o custo do produto, a embalagem, a taxa do meio de pagamento, os impostos, a parte do frete que você assume e a divulgação. Produto com margem apertada obriga a vender muito para sobrar pouco, e qualquer cupom vira prejuízo. Prefira itens em que o preço de venda fique bem acima do custo e faça a conta completa antes de decidir. O passo a passo está em como calcular a margem de lucro.
Peso, tamanho e fragilidade
O frete é calculado pelo peso e pelas medidas da caixa. Produtos pequenos e leves viajam mais barato e combinam com frete grátis; itens pesados, volumosos ou frágeis pedem embalagem reforçada e encarecem cada envio. Perecíveis, como doces e alimentos frescos, exigem entrega rápida e funcionam melhor na sua cidade.
Recompra
Produtos que acabam, como café, ração, cosméticos e suplementos, fazem o cliente voltar sem que você pague para atraí-lo de novo. Isso faz muita diferença numa loja virtual: a segunda venda custa menos que a primeira. Para esses itens, dá até para vender por assinatura, com cobrança recorrente no cartão; veja como em assinatura de produtos.
Concorrência
Concorrência não é sinal ruim: mostra que existe procura. O problema é disputar só no preço com quem compra em volume muito maior. Antes de escolher, pergunte o que faria alguém comprar de você: um recorte de público mais específico, curadoria, kits, produção própria, atendimento ou conteúdo que ensina a usar o produto.
Conhecimento do assunto
Você vai escrever descrições, responder dúvidas, gravar vídeos e escolher o que comprar do fornecedor. Quem entende do assunto faz tudo isso melhor e erra menos na compra. Um hobby, uma profissão anterior ou uma comunidade da qual você já participa são bons pontos de partida.
Fornecedor ou produção própria
Sem fornecedor confiável, não há loja. Peça amostras, confira o prazo real de entrega, a constância da qualidade e se ele emite nota fiscal. Para os itens principais, tenha uma segunda opção. Se a produção é sua, calcule quantas peças você consegue fazer por semana e informe o prazo de produção na loja.
Exemplo: compare dois produtos antes de decidir
Os números abaixo são ilustrativos. Suponha imposto de 6% e taxa do meio de pagamento de 5%, ou seja, 11% do preço de venda, e compare duas ideias:
- Garrafa térmica: custo de R$ 35 mais R$ 4 de embalagem reforçada, total de R$ 39, vendida por R$ 79,90. Os 11% somam R$ 8,79, e sobram R$ 32,11 (40,2% do preço).
- Par de brincos: custo de R$ 12 mais R$ 3 de embalagem, total de R$ 15, vendido por R$ 59,90. Os 11% somam R$ 6,59, e sobram R$ 38,31 (64,0% do preço).
Agora suponha que você ofereça frete grátis e assuma, em média, R$ 22 por envio da garrafa, que é pesada e volumosa, e R$ 12 por envio dos brincos. A sobra da garrafa cai para R$ 10,11, ou 12,7% do preço. A dos brincos fica em R$ 26,31, ou 43,9%. O produto mais barato deixa mais dinheiro por venda porque é leve e pequeno.
A lição não é “venda brincos”, e sim: faça essa conta com os seus números antes de escolher. Ainda faltam a divulgação e as trocas, que também saem da sobra.
Ideias do que vender na internet por segmento
Cada segmento tem as suas vantagens e os seus cuidados. Use as ideias abaixo como ponto de partida e passe cada uma pela peneira dos critérios.
Moda e acessórios
Roupas, moda praia, moda fitness, bolsas e semijoias vendem muito pela imagem e combinam com Instagram e TikTok. O desafio é o tamanho: o cliente não experimenta, então a loja precisa de tabela de medidas e política de troca clara. Um recorte de público específico ajuda a fugir da guerra de preço. Veja o que uma loja virtual de roupas precisa ter, como grade de tamanhos e cores com estoque e guia de medidas por categoria.
Beleza e cosméticos
Maquiagem, skincare, cabelo e perfumaria têm recompra natural e funcionam bem com kits de rotina e influenciadoras. Antes de vender, confira as regras da Anvisa sobre regularização e rotulagem dos produtos, principalmente se você fabrica. Mais detalhes em loja virtual de cosméticos e beleza.
Cafés, doces e alimentos
Cafés especiais, chás, doces e produtos de empório têm recompra e encantam como presente. Alimentos seguem regras da Anvisa e de outros órgãos sobre produção, rotulagem e validade, então confira as exigências para o seu tipo de produto. Perecíveis pedem entrega local; os mais duráveis viajam bem. Veja como funciona uma loja virtual de cafés e alimentos, com venda por peso e entrega no mesmo dia na sua região.
Produtos para pets
Ração, petiscos, higiene e acessórios combinam recompra com um público muito envolvido. Ração é pesada, então pense em entrega local e retirada na loja para os pacotes grandes, e deixe os acessórios leves para o envio nacional. Veja ideias em loja virtual para pet shop.
Artesanato e personalizados
Peças feitas à mão, cerâmica, velas, papelaria e itens com nome do cliente têm margem melhor e menos concorrência direta, porque cada peça é única. O limite é a capacidade de produção. Personalização e encomendas sob orçamento ajudam a vender mais caro; veja em loja virtual de artesanato.
Casa e decoração, eletrônicos e acessórios, calçados e artigos esportivos também têm páginas próprias, com o que cada tipo de loja precisa. Confira todos os segmentos de loja virtual.
Como validar a demanda antes de investir em estoque
Antes de comprar centenas de unidades, gaste alguns dias descobrindo se alguém quer o produto pelo preço que você precisa cobrar. Quatro jeitos baratos de fazer isso:
- 1
Pesquise no Google
Digite o produto e observe as sugestões do preenchimento automático, a seção de perguntas relacionadas, os anúncios e as lojas que aparecem. Se há anúncios e lojas, há procura. O Google Trends mostra se o interesse é constante ou concentrado em alguma época do ano.
- 2
Faça uma enquete no Instagram
Mostre duas opções de produto, cor ou embalagem nos stories e pergunte qual a pessoa compraria. Use a caixa de perguntas para saber quanto ela pagaria e quais dúvidas aparecem. Anote tudo: isso vira descrição e conteúdo depois.
- 3
Abra uma pré-venda
Venda antes de ter o estoque, com prazo de envio claro na página do produto e cumprido à risca. Quem paga na pré-venda prova que existe demanda, e o dinheiro ajuda a financiar o primeiro lote.
- 4
Comece com um lote pequeno
Compre ou produza pouco, venda para conhecidos e seguidores e observe o que sai primeiro, o que gera dúvida e o que volta em troca. Só então aumente o pedido ao fornecedor.
A loja virtual também ajuda a medir o interesse. Na UnaShop, a seção Em breve da página inicial mostra produtos que ainda vão chegar e cadastra quem quer ser avisado, e o produto esgotado continua na vitrine com o botão Avise-me. Quando o estoque volta, quem se inscreveu recebe um e-mail. As duas listas mostram, na prática, o que o seu público está esperando.
Sinais de que o produto não é uma boa aposta
- A conta só fecha sem frete grátis, sem cupom e sem nenhuma devolução.
- Você não consegue explicar em uma frase por que alguém compraria de você e não de outra loja.
- O produto exige registro, licença ou autorização que você ainda não tem.
- É réplica ou imitação de marca. Além de ilegal, pode derrubar a sua loja e os seus anúncios.
- O fornecedor não emite nota, não cumpre prazo ou some quando há defeito.
- Você escolheu só porque está na moda, sem gostar nem entender do assunto.
Nenhum desses sinais é definitivo sozinho, mas dois ou mais pedem uma segunda olhada. Às vezes um ajuste resolve: mudar o recorte de público, montar um kit ou trocar de fornecedor.
Escolheu o produto? Veja os próximos passos
Com o produto definido e a demanda testada, a próxima decisão é onde vender: loja própria, redes sociais, WhatsApp, marketplaces ou uma combinação deles. O guia como vender pela internet compara os canais e mostra a ordem certa para começar.
Se quiser colocar o produto à venda com loja própria, Pix, cartão e frete calculado pelo CEP, você pode criar a sua loja na UnaShop e cadastrar os primeiros itens no mesmo dia. Comece pequeno, meça e aumente o catálogo conforme as vendas mostrarem o caminho.
Perguntas frequentes
O que mais vende na internet?
Não existe uma lista que sirva para todo mundo, e as listas de “mais vendidos” mudam com a época e o público. Em vez disso, escolha produtos com boa margem, frete viável, recompra e um público que você entende.
O que vender na internet com pouco dinheiro?
Prefira produtos leves e pequenos, com boa margem, e comece com um lote pequeno ou em pré-venda. Produção própria, como artesanato, e itens de recompra também reduzem o dinheiro parado em estoque.
Como saber se um produto vai vender bem?
Pesquise o produto no Google, faça enquetes nos stories e, principalmente, teste com uma pré-venda ou um lote pequeno. Pedido pago é o sinal mais confiável de demanda.
Posso revender produtos de outras marcas?
Pode revender produtos originais comprados de fornecedores regulares, de preferência com nota fiscal. Réplicas e imitações são ilegais. Em caso de dúvida sobre uso de marca, consulte um advogado.
Quais produtos têm recompra?
Itens que acabam com o uso, como café, alimentos, ração, cosméticos, produtos de higiene e suplementos. Eles podem ser vendidos também por assinatura, com cobrança recorrente no cartão.
