Neste artigo
- 1.Atacado online, B2B e varejo: qual a diferença
- 2.Como montar a tabela de preço de atacado
- 3.Pedido mínimo e quantidade por caixa
- 4.Cadastro de revendedor com aprovação
- 5.Condições de pagamento e frete no atacado
- 6.Catálogo e orçamento: quando não dá para ter preço fixo
- 7.Como vender no atacado com a UnaShop
Para vender no atacado pela internet, você precisa de quatro coisas: uma tabela de preço de atacado que só os revendedores vejam, regras de compra como pedido mínimo e quantidade por caixa, um cadastro de revendedores que você aprova antes de liberar os preços e um jeito simples de pagar e entregar. Dá para fazer tudo na mesma loja virtual que vende no varejo.
A seguir, como montar a tabela de preços sem perder margem, como definir o pedido mínimo, como aprovar revendedores, que condições de pagamento e frete oferecer e quando usar orçamento em vez de preço fixo. Os valores dos exemplos são ilustrativos.
Atacado online, B2B e varejo: qual a diferença
No varejo, você vende para o consumidor final, uma ou poucas unidades por vez. No atacado, você vende para quem vai revender ou usar o produto no próprio negócio, como lojas, salões, cafeterias e revendedoras autônomas. Por isso se fala em B2B, do inglês business to business, ou venda de empresa para empresa.
O atacado online troca o catálogo em PDF, a planilha de preços e o pedido anotado no WhatsApp por uma loja em que o revendedor entra, vê o preço dele, monta o pedido e paga sozinho. Para você, isso significa menos erro de preço e menos tempo digitando pedido. Quem costuma vender assim:
- confecções e marcas de moda que abastecem lojas multimarcas;
- marcas de cosméticos e beleza e de semijoias com revendedoras;
- torrefações e produtores de cafés e alimentos que vendem para cafeterias e empórios;
- distribuidores de produtos para pet, casa e papelaria.
Vale a pena vender no atacado?
Vale quando você consegue produzir ou comprar em volume e tem margem para dar desconto. Em troca de uma margem menor por unidade, você ganha pedidos maiores, mais previsíveis e com menos custo de divulgação por venda, já que o mesmo revendedor compra várias vezes. Os riscos são depender de poucos clientes grandes e dar desconto sem fazer a conta.
Como montar a tabela de preço de atacado
O preço de atacado é menor por unidade, mas precisa continuar dando lucro. Comece pelo custo, não pelo desconto. Há três formas comuns de montar a tabela:
- Percentual geral: o mesmo desconto em todo o catálogo. É simples, mas pode quebrar a margem dos produtos com menos folga.
- Percentual por categoria: descontos diferentes conforme a margem de cada linha de produtos.
- Preço fixo por produto: o valor exato de cada item, para quem quer controle total.
Exemplo de cálculo
Suponha uma torrefação que vende o pacote de café de 250 g por R$ 40 no varejo, com custo de R$ 18 entre café, embalagem e etiqueta. Com 35% de desconto no atacado, o preço vai para 40 × 0,65 = R$ 26. Cada pacote deixa R$ 8 de lucro bruto no atacado, contra R$ 22 no varejo.
Parece pouco, mas o atacado compensa no volume. Com pedido mínimo de R$ 600 e caixas de 6 pacotes, o revendedor precisa levar 24 pacotes, ou 4 caixas, num pedido de R$ 624, já que 3 caixas somariam só R$ 468. Esse pedido deixa 24 × 8 = R$ 192 de lucro bruto de uma vez, antes de impostos, taxas e frete.
Revise a tabela sempre que o custo mudar. No atacado, uma alta de alguns reais no custo some com boa parte da margem de cada unidade, e o volume multiplica o prejuízo.
Pedido mínimo e quantidade por caixa
O pedido mínimo garante que cada venda de atacado pague o trabalho de separar, embalar e enviar. Ele pode ser em valor, como R$ 600 por pedido, ou em quantidade, como 12 unidades no mínimo. A venda em múltiplos, como caixa com 6, facilita a separação e o frete.
- Defina o mínimo olhando o seu custo de separação e envio, e não só o que se pratica no mercado.
- Um mínimo mais baixo no primeiro pedido ajuda a atrair revendedores novos; os maiores podem ter uma tabela própria.
- Mostre no carrinho quanto falta para atingir o mínimo, para o revendedor completar o pedido sozinho.
- Publique as regras antes do cadastro, para ninguém se surpreender na hora de fechar o pedido.
Cadastro de revendedor com aprovação
Preço de atacado não deve ficar aberto para qualquer visitante: ele derruba a percepção do preço de varejo e pode ser usado por quem não é revendedor. O caminho mais seguro é liberar a tabela só para clientes que você aprovou.
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Explique como se cadastrar
Crie uma página “Seja revendedor” com as condições: pedido mínimo, prazos, regiões atendidas e o canal para pedir o cadastro, como e-mail ou WhatsApp.
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Peça os dados certos
Nome, e-mail, telefone, CNPJ ou CPF, cidade e tipo de negócio. Para empresas, confira a situação do CNPJ na Receita Federal. Peça só o que vai usar e diga para quê.
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Aprove e libere o acesso
Coloque o revendedor no grupo de clientes de atacado. A partir daí, quando ele entra na conta da loja, passa a ver os preços dele.
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Acompanhe a carteira
Veja quem compra com frequência e quem parou, e ofereça condições melhores para os maiores.
Na hora de aprovar, veja também se o perfil do revendedor combina com a sua marca e com as regiões que você consegue atender bem. Recusar com educação um pedido que não faz sentido é melhor do que atender mal.
Condições de pagamento e frete no atacado
No atacado tradicional, é comum vender a prazo para clientes antigos. Online, o mais simples é começar com pagamento à vista, por Pix, cartão ou boleto, conforme o meio de pagamento da sua loja. O cartão parcelado ajuda o revendedor a girar o estoque sem que você precise cobrar parcela por parcela.
- Desconto no Pix: um incentivo ao pagamento à vista. Decida se ele soma com o preço de atacado ou não.
- Venda a prazo: só para clientes com histórico e, de preferência, com análise de crédito e acordo por escrito.
- Frete: pedidos grandes pesam mais. Cadastre peso e medidas corretos e considere frete grátis acima de um valor, ou retirada no seu endereço.
- Nota fiscal e impostos: venda para empresas pede atenção a impostos como o ICMS, que variam conforme o produto e o estado de destino. Converse com o seu contador antes de definir os preços.
Para entender o custo de cada forma de pagamento, veja taxas para vender online.
Catálogo e orçamento: quando não dá para ter preço fixo
Alguns negócios não trabalham com preço de tabela: o valor depende da quantidade, da personalização ou do prazo. Nesses casos, a loja pode funcionar como catálogo. O cliente vê os produtos, monta uma lista com as quantidades e pede um orçamento. Você responde com o preço, o frete e a validade, e o cliente paga pelo link.
Também dá para misturar: preço fixo para os itens de linha e orçamento para os personalizados ou para pedidos muito grandes. Seja qual for o modelo, o catálogo de atacado precisa mostrar:
- fotos e descrição completas, com medidas, composição e validade, quando houver;
- quantidade por caixa e pedido mínimo;
- prazo de produção ou de despacho;
- aviso claro de que o preço de atacado aparece depois do login;
- um contato para dúvidas.
Se hoje você manda catálogo pelo WhatsApp, vale ler catálogo digital para WhatsApp e ver como sair do PDF.
Como vender no atacado com a UnaShop
Na UnaShop, a mesma loja atende o consumidor final e o revendedor, e cada um vê o preço que é dele. O que vem no plano:
- Tabelas de preço por grupo: crie tabelas como “Atacado” ou “Revendedor” com percentual geral, percentual por categoria ou preço fixo por produto, e associe cada uma a grupos de clientes.
- Revendedor aprovado por você: você adiciona o e-mail do revendedor a um grupo, em Clientes, Grupos. Quando ele entra na conta da loja, vê e paga os preços da tabela; quem não está no grupo vê o preço de varejo.
- Regras de compra: pedido mínimo em valor, quantidade mínima e múltiplos por produto, como caixa com 6. O carrinho avisa o que falta e o sistema confere tudo antes de aceitar o pedido.
- Descontos sob controle: você decide se a tabela acumula promoções, aceita cupom e soma o desconto do Pix.
- Aviso para visitantes: a loja pode mostrar “Entre para ver preço de atacado” para quem não está logado.
- Loja de orçamento: esconda o preço da loja toda ou só de alguns produtos e categorias. O cliente envia a lista, você responde com preços, frete e validade e gera o pedido com link de pagamento.
O login do cliente e os e-mails do orçamento usam o e-mail da sua loja, então configure o envio antes de ativar. Veja todos os detalhes em atacado e B2B. Se você também vende no balcão, o PDV usa o mesmo estoque, e o guia controle de estoque na loja virtual ajuda a não faltar produto para os pedidos grandes.
Perguntas frequentes
Como começar a vender no atacado pela internet?
Monte uma tabela de preço de atacado a partir do custo, defina pedido mínimo e quantidade por caixa, crie um processo para aprovar revendedores e use uma loja que mostre o preço de atacado só para quem foi aprovado.
Qual o pedido mínimo ideal no atacado?
Depende do seu custo de separação, embalagem e envio. O mínimo precisa pagar esse trabalho com folga; se quiser atrair revendedores novos, comece mais baixo e crie uma tabela diferente para os maiores.
Como esconder o preço de atacado de quem compra no varejo?
Libere a tabela só para clientes aprovados, que entram com login na loja. Quem não está logado ou não faz parte do grupo continua vendo o preço de varejo.
Preciso de CNPJ para vender no atacado?
Vender para empresas com regularidade normalmente pede empresa aberta e emissão de nota fiscal, e as regras de impostos dependem do enquadramento e do produto. Confirme o seu caso com um contador.
Dá para vender no varejo e no atacado na mesma loja?
Sim. O visitante vê o preço normal e o revendedor aprovado, depois de entrar na conta, vê o preço de atacado. Na UnaShop isso vem no plano; veja as formas de pagar em preços.
Quando usar orçamento em vez de preço fixo?
Quando o preço depende da quantidade, da personalização ou do prazo. O cliente envia a lista do que precisa, você responde com a proposta e ele paga pelo link.
