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E-commerce: o que é, como funciona e como começar a vender online

E-commerce é a venda de produtos e serviços pela internet. Entenda os tipos, o caminho de uma venda do clique à entrega, as vantagens, os desafios e como começar.

Equipe UnaShop

· 11 min de leitura

Neste artigo
  1. 1.O que é e-commerce, em palavras simples
  2. 2.Quais são os tipos de e-commerce
  3. 3.Como funciona uma venda online, do clique à entrega
  4. 4.Vantagens do e-commerce para quem está começando
  5. 5.Desafios de vender pela internet e como lidar com eles
  6. 6.Quanto sobra de uma venda online: um exemplo com números
  7. 7.Como começar no e-commerce: passo a passo
  8. 8.Loja própria e marketplaces podem andar juntos

E-commerce, ou comércio eletrônico, é a compra e venda de produtos e serviços pela internet. O cliente escolhe o produto numa vitrine online, paga por Pix, cartão ou boleto e recebe em casa ou retira num ponto combinado. Essa venda pode acontecer numa loja virtual própria, num marketplace, nas redes sociais ou em aplicativos de mensagem.

A seguir, você vai entender os principais tipos de e-commerce, o caminho de uma venda online do clique à entrega, as vantagens e os desafios de vender pela internet e um passo a passo para começar sem gastar além do necessário.

O que é e-commerce, em palavras simples

Pense numa loja de rua. Ela tem vitrine, caixa, estoque, alguém que embala e alguém que atende. O e-commerce tem as mesmas partes, só que digitais: a vitrine é o site ou o aplicativo, o caixa é o checkout, e o balcão de atendimento pode ser o WhatsApp, o e-mail ou o chat.

É comum ver e-commerce, loja virtual e venda online usados como sinônimos, mas há uma diferença. E-commerce é o conceito amplo, qualquer venda feita pela internet. Loja virtual é um dos formatos: um site próprio, com a sua marca, onde o cliente compra direto de você.

Todo e-commerce que funciona bem se apoia em quatro pilares:

  • Vitrine: fotos, descrições, preços e variações que ajudam o cliente a decidir sem poder tocar no produto.
  • Pagamento: formas que o brasileiro usa, como Pix, cartão parcelado e boleto, com confirmação segura.
  • Entrega: frete calculado pelo CEP, prazo claro, embalagem que protege e código de rastreio.
  • Atendimento: respostas rápidas antes da compra e solução quando algo sai errado depois dela.

Quais são os tipos de e-commerce

Os tipos de e-commerce costumam ser separados por quem vende, para quem vende e onde a venda acontece. Um mesmo negócio pode combinar vários deles.

B2C: empresa vendendo para o consumidor

É o formato mais conhecido: uma loja vende para a pessoa física que vai usar o produto. Uma loja de roupas, um pet shop ou uma marca de cosméticos com site próprio são exemplos de B2C (business to consumer).

B2B: empresa vendendo para empresa

No B2B (business to business), o cliente é outro negócio: um revendedor, um restaurante, uma loja. Os pedidos costumam ser maiores, com preço de atacado, pedido mínimo e, muitas vezes, orçamento antes da compra.

D2C: a marca vendendo direto ao consumidor

D2C (direct to consumer) é quando quem fabrica ou cria o produto vende direto para o cliente final, sem lojista no meio. A marca fica com a margem do intermediário, conhece melhor quem compra e controla a experiência inteira.

Marketplace: vários vendedores no mesmo lugar

Mercado Livre, Shopee e Amazon são marketplaces: shoppings virtuais onde muitos vendedores anunciam. Eles trazem público pronto, mas cobram comissão sobre as vendas, definem as regras e mostram a concorrência ao lado do seu anúncio. A comparação completa está em loja virtual ou marketplace.

Social commerce: vendas pelas redes sociais

Social commerce é a venda que nasce no Instagram, no TikTok, no Facebook ou no WhatsApp. O cliente descobre o produto num post, num vídeo ou numa conversa e compra ali mesmo ou por um link que leva à loja. Funciona muito bem para gerar desejo, mas fechar tudo no direct ou no chat dá trabalho quando os pedidos aumentam.

No social commerce, a venda começa numa conversa ou num post e fecha melhor quando o cliente recebe um link para pagar.
No social commerce, a venda começa numa conversa ou num post e fecha melhor quando o cliente recebe um link para pagar.

Assinatura: a compra que se repete sozinha

No e-commerce por assinatura, o cliente assina uma vez e recebe o produto em intervalos definidos, com cobrança automática. Café, ração, cosméticos e suplementos são exemplos clássicos. Para o lojista, a receita fica mais previsível. Veja como montar em como vender por assinatura.

Há ainda o C2C (consumer to consumer), quando uma pessoa vende para outra, como em sites de usados. Para quem quer abrir um negócio, porém, os formatos que mais importam são os anteriores.

Como funciona uma venda online, do clique à entrega

Por trás de cada pedido existe uma sequência de etapas. Entender essa sequência ajuda a escolher ferramentas e a descobrir onde a sua operação está perdendo vendas.

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    Vitrine

    O cliente chega pelo Google, por um anúncio, pelas redes ou por indicação. Encontra o produto, vê fotos, descrição, preço e as opções de tamanho, cor ou peso.

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    Carrinho

    Ele adiciona o produto, informa o CEP e vê o valor do frete e o prazo. Cupons e ofertas de produtos complementares costumam aparecer aqui.

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    Checkout e pagamento

    O cliente informa os dados, escolhe a entrega e paga. Quanto menos etapas e menos redirecionamentos para outros sites, menor a chance de ele desistir no meio.

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    Confirmação

    O intermediador de pagamento avisa a loja que o dinheiro foi aprovado. O pedido muda de status e o cliente recebe a confirmação por e-mail ou mensagem.

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    Separação e embalagem

    A loja separa os itens, confere, embala e baixa o estoque. Nessa etapa entram a nota fiscal, quando for o caso, e a etiqueta de envio.

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    Envio e rastreio

    O pacote vai para os Correios, uma transportadora ou uma entrega própria. O cliente recebe o código de rastreio e acompanha até a porta.

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    Pós-venda

    Depois da entrega vêm o atendimento de trocas, o pedido de avaliação e as mensagens que trazem o cliente de volta para comprar de novo.

Numa loja bem montada, boa parte disso acontece sozinha. Na UnaShop, por exemplo, o checkout transparente com Mercado Pago ou Stripe deixa o cliente pagar sem sair da loja, e o frete é calculado pelo CEP com Melhor Envio ou SuperFrete. Quando o pagamento é aprovado, os dados do pedido seguem para a sua conta na transportadora, e você só paga e imprime a etiqueta.

A entrega é a parte do e-commerce que o cliente toca: prazo cumprido e caixa bem fechada viram recompra.
A entrega é a parte do e-commerce que o cliente toca: prazo cumprido e caixa bem fechada viram recompra.

Vantagens do e-commerce para quem está começando

  • Loja aberta o tempo todo: o cliente compra de madrugada, no domingo ou no feriado, sem você estar online.
  • Alcance maior: você vende para outras cidades e estados, não só para quem passa na frente da loja.
  • Custo de entrada menor: não exige ponto comercial, vitrine física nem estoque grande logo no começo.
  • Dados de verdade: dá para saber quais produtos mais vendem, de onde vêm os clientes e quanto cada canal traz.
  • Relacionamento: com o contato do cliente, você avisa sobre novidades e promoções e incentiva a recompra.
  • Escala: com processos organizados, atender 10 ou 100 pedidos por dia não exige o mesmo esforço multiplicado.

Desafios de vender pela internet e como lidar com eles

O e-commerce não é dinheiro fácil. Conhecer os obstáculos com antecedência evita frustração e ajuda a planejar o caixa.

  • Concorrência a um clique: o cliente compara preço em segundos. Diferencie-se pela marca, pelo atendimento, pela curadoria e pela entrega, e não só pelo preço.
  • Confiança: loja desconhecida assusta. Domínio próprio, cadeado de segurança, políticas visíveis, CNPJ no rodapé e fotos reais ajudam muito.
  • Frete: é um dos maiores motivos de desistência. Mostre o valor cedo, negocie boas opções e considere frete grátis acima de um valor.
  • Custo para atrair visitas: anúncio pago custa, e conteúdo e redes sociais levam tempo. Comece com um canal e meça o retorno.
  • Trocas e devoluções: inclua esse custo no preço e deixe as regras claras desde o início.
  • Taxas: meio de pagamento, marketplace e, em algumas plataformas, uma tarifa sobre cada venda. Some tudo antes de definir o preço.

Sobre devoluções, vale conhecer a regra básica: pelo art. 49 do Código de Defesa do Consumidor, em compras feitas fora do estabelecimento comercial, como na internet, o consumidor pode desistir em até 7 dias, contados da assinatura do contrato ou do recebimento do produto. Na dúvida sobre o seu caso, consulte um advogado.

Quanto sobra de uma venda online: um exemplo com números

Muita gente começa a vender sem fazer a conta de quanto realmente fica no bolso. Suponha uma loja que vende uma caneca personalizada por R$ 60. Ela gasta R$ 22 para produzir a caneca e R$ 4 com a embalagem. Suponha também uma taxa de 5% do meio de pagamento e um imposto efetivo de 6%, os dois calculados sobre o preço de venda.

  • Taxa do meio de pagamento: 5% de R$ 60 = R$ 3,00.
  • Imposto: 6% de R$ 60 = R$ 3,60.
  • Sobra por venda: 60 − 22 − 4 − 3,00 − 3,60 = R$ 27,40, antes de frete grátis, anúncios e outras despesas.
  • Se a plataforma cobrasse mais 2% por venda, seriam R$ 1,20 a menos em cada caneca. Em 200 vendas no mês, R$ 240 a menos no seu bolso.

Os percentuais acima são ilustrativos: as taxas reais dependem do seu contrato com cada empresa e do seu enquadramento tributário. Para ver todos os custos de abrir e manter uma loja, leia quanto custa uma loja virtual.

Como começar no e-commerce: passo a passo

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    Escolha o que vender e para quem

    Defina um nicho com público claro e produtos que você consegue comprar ou produzir com margem. Comece com poucos itens e amplie depois.

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    Organize a parte legal

    Para vender com frequência, formalize o negócio. O MEI costuma ser o caminho mais simples para quem está começando, se a sua atividade for permitida. Converse com um contador.

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    Decida onde vender

    Uma loja virtual própria dá controle sobre marca, preço e clientes. Marketplaces trazem público pronto. Muitas lojas usam os dois, com a loja própria como centro.

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    Configure pagamento e frete

    Ofereça Pix, cartão e boleto, conecte uma conta de intermediador de pagamento e defina como vai entregar: transportadora, entrega própria ou retirada.

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    Capriche nas fotos e nas descrições

    Mostre o produto de vários ângulos, com medidas, materiais e modo de uso. A descrição responde as perguntas que o cliente faria na loja física.

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    Divulgue e meça

    Coloque o link da loja nas redes e no WhatsApp, fale com quem já é cliente e acompanhe quantas visitas viram pedidos. Ajuste o que não funciona.

O caminho detalhado, com cada etapa explicada, está no guia como criar uma loja virtual.

Loja própria e marketplaces podem andar juntos

Não é preciso escolher um único canal para sempre. Um caminho comum é ter a loja virtual como base, onde a marca é sua e não há comissão de marketplace, e usar os marketplaces para alcançar mais gente. O desafio passa a ser manter estoque e preço iguais em todos os lugares.

Na UnaShop, a integração com Mercado Livre, Shopee e Amazon liga os anúncios aos produtos da loja: estoque e preço saem da loja para os anúncios vinculados, e os pedidos desses canais podem entrar no seu painel. No Mercado Livre dá para criar o anúncio pelo painel; na Shopee e na Amazon, você vincula anúncios que já existem.

Quando estiver pronto para comparar os planos e ver o que vem incluído, consulte a página de preços.

Perguntas frequentes

O que é e-commerce?

É o comércio eletrônico: a compra e venda de produtos e serviços pela internet, em lojas virtuais, marketplaces, redes sociais ou aplicativos de mensagem.

Qual a diferença entre e-commerce e loja virtual?

E-commerce é o conceito amplo de vender pela internet. Loja virtual é um dos formatos de e-commerce: um site próprio, com a sua marca, onde o cliente compra direto de você.

Quais são os tipos de e-commerce?

Os mais comuns são B2C (empresa para consumidor), B2B (empresa para empresa), D2C (marca direto ao consumidor), marketplace, social commerce e assinatura. Um negócio pode combinar vários.

Preciso de CNPJ para ter um e-commerce?

Para vender com frequência, o recomendado é formalizar o negócio, e o MEI costuma ser o caminho mais simples quando a atividade é permitida. Veja os detalhes em MEI pode vender pela internet e converse com um contador.

Quanto custa começar um e-commerce?

Depende do estoque inicial, da plataforma, das taxas de pagamento, do frete e da divulgação. Na UnaShop, o custo da plataforma é só o plano, sem percentual sobre as vendas.

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